Indústria alimentícia melhora resultados com BI

Apesar dos desafios causados pela pandemia do Novo Coronavírus, a indústria brasileira de alimentos e bebidas registrou faturamento de R$ 789,2 bilhões em 2020, somadas as exportações e as vendas para o mercado interno, com alta de 12,8% sobre o exercício anterior.

Diante dos dados, a expectativa é de maior crescimento em 2021, e para dar alicerce a este fomento, as empresas do segmento têm buscado meios de alavancar a competitividade, melhorar resultados comerciais e otimizar tempo e custos.

Na opinião de especialistas da área tecnológica, uma dessas respostas tem a ver com a chamada cultura data driven, ou seja: a conscientização de que a complexidade da indústria alimentícia exige que as decisões estratégicas sejam um processo embasado e seguro, atualizado não por suposições, projeções ou evidências empíricas, mas por dados reais e bem analisados.

Uma indústria da área que já optou por este caminho é a Bom Princípio Alimentos. O coordenador de TI, Controladoria e Custos da empresa, Patrick Rosa, destaca a adesão da companhia à tecnologia de Business Intelligence (BI).

“Percebi a necessidade de uma gestão voltada a dados. A partir do BI, todas as áreas começaram a usar a ferramenta. A velocidade da implantação foi surpreendente, pois, em 30 dias já estávamos tomando todas as decisões baseados nos dados proporcionados pelo projeto”, conta Rosa.

A tecnologia utilizada é desenvolvida pela brasileira BIMachine. Com base nela, hoje todas as campanhas de vendas da Bom Princípio são baseadas em dados.
“Temos televisores espalhados pela indústria, mostrando como estão os indicadores. Somos uma empresa de emoções, mas os dados estão vivos na organização”, comenta Rosa. “O BI nos traz indicadores de uma forma clara e centralizada. É um case de sucesso porque a ferramenta já está casada com todas as áreas da empresa”, revela.

Ele explica que a facilidade na utilização da solução chamou a atenção da equipe. “Olhamos na tela e já sabemos o que temos que fazer. Ademais, estamos desenvolvendo o mapa de calor, onde conseguimos ver onde os picos de venda se encontram e tomar as decisões mais eficazes.

Para o executivo, a ferramenta se destaca também pela agilidade com que os dados são levados à nuvem. “Enviamos essas informações e as mesmas podem ser acessadas em qualquer local. Além disso, existe muita praticidade na hora de inserir e migrar esses dados”, concluiu Rosa.

Outra empresa que está seguindo os passos da Bom Princípio é a Fritz & Frida – empresa do Grupo Fröhlich que atua com um mix de aproximadamente 300 produtos, como grãos, cereais, farináceos, temperos, sobremesas, chás e enlatados -, conforme explica o seu analista de Vendas, Arthur Weber. “Nosso projeto está em fase embrionária, mas a cultura Data-Drive já está sendo inserida na indústria há algum tempo”, contou.

A empresa, que tem 65 anos de atuação, buscava no mercado um sistema para auxiliar em demandas de gestão, como a coleta, organização, distribuição e potencialização do uso de dados, permitindo a análise detalhada do conteúdo disponível na empresa para geração de informações consistentes de negócios, capazes de nortear decisões e ações assertivas.

“Antes, precisávamos olhar para o que já deu errado e tomar as decisões a partir daí. Nossa ideia com a solução foi captar e analisar informações para prevenir as adversidades antes delas acontecerem”, explicou.

Após analisar mais de quatro concorrentes, a BIMachine foi escolhida pela semelhança com a indústria em sua forma responsável de atuar, segundo o executivo. “Percebemos que a solução era exatamente como precisávamos: simples, mas completa”, revelou.

A agilidade permitida pela plataforma para a inserção e implantação de aplicações de negócio, tornou muito mais prático e rápido o processo de onboarding. “Isso encurtou e tornou mais amigável o caminho entre a aquisição da ferramenta e o efetivo início de sua utilização”, complementou.

Ao longo dos próximos meses, a projeção da Fritz & Frida é expandir a utilização do BIMachine para outras áreas de negócio.