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IBM avança em estratégia de computação quântica

Companhia anunciou a expansão de sua rede de colaboração IBM Q e novos trabalhos de pesquisa voltados à tecnologia

A IBM anunciou os esforços da equipe de colaboração IBM Q, iniciativa do setor para construir sistemas quânticos universais comerciais para aplicativos comerciais e científicos. O anúncio inclui a expansão do IBM Q Network, que passa a contar com empresas como Anthem e Delta Air Lines, além das Start-ups AIQTECH INC, BEIT, Quantum Machines, TradeTeq e Zurich Instruments.

Instituições acadêmicas e laboratórios de pesquisa do governo como Georgia Tech e Los Alamos National Laboratory também se juntam as mais de 100 organizações, em vários setores, incluindo companhias aéreas, automotivo, bancário e financeiro, energia, seguros, eletrônicos, startups e instituições acadêmicas e governamentais.

Iniciativas incluem a busca de novos produtos químicos para capturar carbono na luta global contra as mudanças climáticas, bem como a descoberta de novos materiais que poderiam gerar baterias com maior eficiência energética

Como parte da rede, essas organizações têm acesso à experiência e recursos quânticos da IBM, software Qiskit de código aberto e ferramentas de desenvolvimento, bem como acesso baseado em nuvem ao IBM Quantum Computing Center, que agora inclui 15 dos computadores quânticos universais mais avançados disponíveis, incluindo um computador quântico de 53 qubits, o maior computador quântico universal disponível comercialmente.

Atualmente, existem 200.000 usuários que executaram centenas de bilhões de execuções em sistemas e simuladores quânticos da IBM por meio do programa IBM Q Cloud. Como resultado, mais de 200 trabalhos de pesquisa de terceiros sobre aplicações quânticas foram publicados.

“A IBM está trabalhando com seus parceiros do IBM Q Network para aplicar a computação quântica com o objetivo de resolver os principais problemas da sociedade, à medida que entramos na era quântica e vemos esses computadores começarem a ter um impacto além do ambiente de laboratório”, ressalta Dario Gil, diretor da IBM Research.

“Estamos investigando o impacto da computação quântica em questões-chave, como a busca de novos produtos químicos para capturar carbono na luta global contra as mudanças climáticas, bem como a descoberta de novos materiais que poderiam gerar baterias com maior eficiência energética”, acrescenta.

Além disso, a IBM atingiu agora um novo marco de desempenho: um Volume Quântico (QV) de 32. O volume quântico é uma métrica que determina o quão poderoso é um computador quântico, incluindo o número de qubits, conectividade e tempos de consistência, bem como erros de porta e medição, interferência de dispositivos e eficiência do compilador de software de circuito. Quanto maior o volume quântico, maior a complexidade dos problemas que os computadores quânticos podem solucionar, como, por exemplo, realizar simulações químicas maiores e mais precisas. Desde 2016 a IBM tem dobrado, todos os anos, o volume quântico de seus sistemas.

Como parte da pesquisa relacionada à energia, a IBM e a Daimler aliaram-se ao uso da computação quântica para desenvolver uma nova geração de baterias que serão mais poderosas, mais duradouras e mais baratas do que as usadas atualmente no mercado.

A IBM também anunciou recentemente, como parte de uma iniciativa global, a instalação dos dois primeiros computadores quânticos comerciais: o IBM Q System One, na instituição alemã de pesquisa aplicada Fraunhofer-Gesellschaft, e outro na Universidade de Tóquio. Ambos os computadores foram projetados para promover pesquisas em todo o país e oferecer um programa educacional em que universidades, indústria e governo colaborarão para consolidar uma comunidade de computação quântica e promover novas oportunidades econômicas.