Carreira Geral

Espaço de trabalho do futuro não será dentro das empresas, aponta estudo

Pesquisa conduzida pela Frost & Sullivan na América Latina mostra que 25% dos trabalhadores da região já praticam o home office pelo menos uma vez por semana

A Poly, empresa de tecnologia que surgiu como resultado da fusão entre Polycom e Plantronics, acaba de divulgar os resultados de um estudo que encomendou à Frost & Sullivan para entender as principais dores do ambiente corporativo e o que deve ser o trabalho do futuro. A principal descoberta é que ele não acontecerá dentro das organizações.

De acordo com a pesquisa, cerca de 25% dos trabalhadores da América Latina trabalham de casa pelo menos uma vez por semana. Isso acontece por diversos motivos, como o trânsito pesado das grandes cidades, demanda por maior flexibilidade, conciliação da vida profissional com necessidades pessoais e, principalmente, produtividade.

O público que mais demanda novas tecnologias, mais flexibilidade e qualidade de vida é o mesmo que tem ocupado cada vez mais espaço nas empresas

O estudo apontou que, ao mesmo tempo em que os escritórios abertos – aqueles que não possuem divisões de salas ou grandes baias, como antigamente – ajudam na interação entre os funcionários, eles também causam uma série de distrações no dia a dia, já que os ruídos externos podem atrapalhar a concentração dos trabalhadores.

A pesquisa diz que 99% dos funcionários de escritórios abertos se distraem durante o dia. Desse total, 70% deles afirmam que seriam mais produtivos sem as interrupções recorrentes. Pensando nisso, empresas como a Poly passaram a oferecer tecnologias que prometem ajudar os profissionais a enfrentarem esse tipo de obstáculo.

“O mercado de fones de ouvidos profissionais ultrapassou os 60 milhões de dólares de faturamento no ano passado só na América Latina”, explica Pierre Rodriguez, vice-presidente da Poly para Caribe e América Latina. Ele vai além: “até 2025, a busca por estes outros aparelhos deve fazer esse número deve dobrar”.

Millennials e Geração Z são a nova força de trabalho

O público que mais demanda novas tecnologias, mais flexibilidade e qualidade de vida é o mesmo que tem ocupado cada vez mais espaço nas empresas. Os millennials, nascidos entre 1981 e 1996, e a Geração Z, que chegou ao mundo após esta faixa, representarão mais metade da força de trabalho em todo o mundo. A expectativa é que essa fatia chegue a 70% até 2025.

A nova demanda, que vai além de um bom salário, faz com que as empresas invistam em colaboração e transformem espaços de trabalho minúsculos, como as huddle rooms, em portas de conexão entre funcionários, onde quer que eles estejam. Neste sentido, as organizações passarão a contar ainda mais com a tecnologia para se adequarem ao novo cenário, que está longe de ser representado por pessoas que trabalham em escritórios todos os dias das 9h às 18h.