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Brasil sustenta conexões de dados da África

Os cabos SACS, da Angola Cables e MONET, interconectados, estão garantindo todo o tráfego de dados entre Angola, Américas e Europa sem interrupções, com suporte do Data Center AngoNAP, em Fortaleza

Em função das quebras de conectividade dos cabos SAT 3 e WACS (West Africa Cable System), o SACS, da Angola Cables, é neste momento o único sistema de fibra óptica submarina ativo e totalmente operacional de Angola, capaz de canalizar e assegurar as comunicações daquele país para o mundo.

Isto realça a importância estratégica e a capacidade operacional do SACS, dado o seu papel na ligação intercontinental de África com as Américas (em combinação com o cabo MONET, que liga Brasil aos Estados Unidos da América) e daí para os principais destinos da Europa, através de capacidade contratada pela Angola Cables em rotas de parceiros.

O SACS entrou oficialmente em operação em Setembro 2018, sendo internacionalmente destacado por ser o primeiro sistema de cabos submarinos do mundo a ligar directamente África e a América do Sul

Desta forma, e apesar da conjuntura, a Angola Cables garante ligações para Europa e Américas via SACS, em benefício das operadoras e clientes angolanos, bem como de múltiplas entidades da Costa Oeste de África.

O SACS entrou oficialmente em operação em Setembro 2018, sendo internacionalmente destacado por ser o primeiro sistema de cabos submarinos do mundo a ligar directamente África e a América do Sul. O SACS é gerido integralmente pela Angola Cables, concebido com uma tecnologia WDM coerente de 100 Gbps, 4 pares de fibra, e capacidade total projectada de 40 Terabytes por segundo, sendo que, a rota Luanda (Angola) e Fortaleza (Brasil) oferece uma latência super baixa de aproximadamente 63 milisegundos.

No ecossistema de telecomunicações a nível global, o SACS representa muito mais do que uma rota inovadora, trazendo consigo a possibilidade de uma mudança de paradigma e mais tráfego nas rotas SUL – SUL, actuando simultaneamente como uma ponte digital capaz de impulsionar as economias de países emergentes a sul do Atlântico.